O Dia Mundial da Terra, comemorado em 22 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como forma de chamar a atenção para as questões ambientais que podem levar a um colapso no planeta. Diante desse quadro, um projeto de ensino do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), busca simplificar o ensino de Ciências e transformar os jovens em protetores do meio ambiente.

O projeto “Duas escolas públicas de Santa Maria Madalena se inserindo nas metas de sustentabilidade da Agenda 2030 e da COP-26 para um planeta melhor oferece oficinas de ecologia e sustentabilidade, além de aprimoramentos na infraestrutura do CIEP Graciano Cariello Filho e do Colégio Estadual Barão de Santa Maria Madalena, localizados no município do norte fluminense. As atividades iniciaram no ano passado e seguem até o fim de 2024, contemplando alunos do Ensino Fundamental e Médio.

De acordo com o professor Carlos Frederico Duarte da Rocha, do Departamento de Ecologia, o intuito é focar nas ações urgentes que precisam ser tomadas para evitar que a destruição da natureza atinja um ponto de não-retorno. “A principal saída está na educação, formando crianças e jovens para atuarem como parte ativa nessa discussão e no processo de mudança na defesa do meio ambiente”, afirma o professor, classificado como um dos melhores cientistas do mundo em sua área, de acordo com ranking do portal acadêmico Research.com divulgado em 2023.

O projeto foi concebido para contemplar as urgências da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas e da Agenda 2030, elencadas para erradicar a pobreza e promover vida digna a todos. “Nosso objetivo é dar um suporte adicional às escolas. São conteúdos que eles escutam falar na mídia e nós trazemos para sua vida real”, diz Rocha.

Como um dos resultados direto da iniciativa, a Secretaria de Meio Ambiente de Santa Maria Madalena disponibilizou uma área do município para ser restaurada, oferecendo também 400 mudas de espécies de árvores nativas. Com o reflorestamento, as escolas se tornarão “carbono-neutro”, compensando suas emissões de dióxido de carbono.

Nas próximas ações programadas, os alunos vão coordenar uma ação de despoluição dos rios da cidade, articulada com a companhia de limpeza do município, analisando a quantidade de lixo acumulado nas águas, além de realizar um encontro na praça da cidade para apresentar os resultados.

As atividades contam com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Parque Estadual do Desengano (PED) do Instituto Estadual do Ambiente/INEA/Santa Maria Madalena.

 

 Fonte:

Carlos Frederico Duarte da Rocha

Departamento de Ecologia

Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes (Ibrag)